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Relato da visita de Rinpoche ao Castelinho
Postado em 05/04/08 por Teresa - CEBB Niterói

Nos poucos dias em que esteve no CEBB-CM, Lama Tashi Sonam Tulku Rinpoche tocou a todos com sua presença. Além dos preciosos ensinamentos sobre "As 37 práticas do Bodisatva", muitos momentos ficarão guardados como tesouros em nossos corações. Momentos que certamente vão seguir umedecendo nossas melhores sementes, amadurecendo nossos votos mais elevados.
Um desses momentos foi a visita de Rinpoche ao Castelinho. No meio da tarde do último dia da exposição das relíquias do Buda, Lama Samten convidou Rinpoche, Lama Tartchin e alguns alunos que estavam no templo e fomos todos caminhando pela estrada. Um grupo alegre, seguindo pela estrada do Caminho do Meio.
Logo na entrada do Castelinho, encontramos Dionísia, figura marcante na trajetória da comunidade. Ela ofereceu um katag ao Rinpoche e ao Lama. Logo depois seria a vez de encontrarmos Danilo, presidente da associação de moradores, que tb entregou o katag ao Lama e ao Rinpoche.
Fizemos então uma parada em uma casa, que está em processo de construção. No alto da porta, uma placa simples anuncia: Associação Comunitária e Habitacional dos moradores do Jardim Castelo. Em meio a tijolos e areia, em pé, Rinpoche ouviu um pouco da história daquela comunidade contada por Danilo, que falou das dificuldades que surgiram e aos poucos foram superadas, do apoio que recebem do Lama e do CEBB. Um Danilo emocionado, grato, que foi ouvido com muito respeito por todos.
Rinpoche ouviu tudo aquilo e ressaltou a importância de manifestarmos ações positivas diante das adversidades e obstáculos. Juca lembrou que as ações sempre foram pacíficas, mesmo diante das muitas dificuldades. Danilo seguia contando do apoio que eles têm recebido do centro budista e de como eles conseguiram reverter situações que pareciam irreversíveis a muitos olhos, menos aos olhos e coração amplos do Lama Samten. Estava ali um homem forte, com os olhos marejados, contando as histórias de transformação de uma comunidade que aos poucos vai se descobrindo forte. Não porque aprendeu a lutar, mas porque aprendeu a sonhar.
E logo Dionísia surge por uma pequena porta, carregando uma bandeja com vários copos de guaraná para nos refrescar e nos acolher. Generosidade. Simplicidade. Méritos. Assim tem sido a história recente dessa mulher e da comunidade Jardim Castelo. Assim também tem sido a vida da sanga do CEBB. Afinal, não há separações entre sanga e jardim castelo. Somos todos uma mesma família.
Seguimos caminhando até a casa da sopa, mantos e cabelos ao vento, conversas e sorrisos a cada passo. Ruas de pedras e de terra. Seguimos todos conversando, estávamos todos em casa, mesmo os que estavam visitando aquele lugar pela primeira vez.
Nem bem chegamos ao terreno na entrada da casa da sopa e do Nascem, Lama Samten pediu para que chamassem as crianças, para que elas recebessem bênçãos do Rinpoche. Mais uma parada para fotos, mais um monte de sorrisos. Os lamas pedem punhados de arroz, e se unem em preces, abençoando aquele local.
Rinpoche chama Dionísia e entrega um presente para ela, que chora, emocionada. Lama Samten sorri diante de tudo o que acontece. Desde sempre, ele sorriu, adivinhando as qualidades positivas de todas aquelas pessoas. Qualidades que elas mesmas desconheciam, e que começam agora a dar frutos.
Depois, somos convidados a entrar na casa da sopa e aos poucos vamos nos sentando em uma pequena roda. Lama Samten então pede a Dionísia que fale um pouco da história daquela casa. E mais uma vez, ela conta a história de sua própria vida, desde a época em que passava muita fome, desde o tempo em que surgiu nela essa aspiração de oferecer comida a outras pessoas.
Dionísia já contou essa história muitas e muitas vezes, mas é sempre muito comovente ver o brilho de seus olhos e a força sincera de suas aspirações. Ela conta como conheceu o CEBB e o lama, e como os méritos foram surgindo. Conta das lágrimas, e dos sorrisos, dos sonhos e alianças. Fala daquele jeito vivo e todos os olhos em volta brilham com a vida que aquelas palavras simples nos oferecem.
Rinpoche ouve a tudo com atenção e respeito. E fala um pouco de sua própria infância. Ele nos conta que também foi muito pobre, que sua família só comia macarrão e açúcar uma vez por ano. E ri, lembrando que aquela refeição era uma grande alegria. Ele diz ainda que só quando cresceu um pouco mais é que se deu conta de que havia ricos e pobres. Quando era criança, nem percebia. Ele nos diz: "eu tive uma infância muito feliz. Eu era muito pobre, e muito feliz. Por isso, ao entrar aqui, não tive sentimentos tristes; ao contrário, fiquei muito alegre, porque me lembrei de um tempo muito feliz em minha vida. Éramos muito felizes!"
Rinpoche segue dizendo que o ponto não é a condição econômica. Certamente é positivo termos e oferecermos condições favoráveis. Mas esse não é o ponto. Conhecemos muitas e muitas pessoas que tem muito dinheiro, boas condições de trabalho e moradia, e ainda assim são muito infelizes. O ponto é mantermos uma mente alegre e positiva, diante de qualquer circunstância. A felicidade não está nas condições materiais, e sim, nas condições mentais. Ainda assim, Rinpoche incentivou que as crianças sejam cuidadas, educadas, que cresçam com suas qualidades cultivadas, que sejam apoiadas em suas iniciativas positivas.
Dionísia fala de sua aspiração em cuidar das crianças dali, e conta que agora um grupo começou a meditar e que muita coisa já mudou na vida de muita gente, muitas pessoas dizem que tudo está melhorando, que se sentem mais felizes, e mais capazes de cuidar uns dos outros.
Aos poucos as crianças foram chegando. Rinpoche abençoou cada uma delas e também os adultos.
Na visita ao Castelinho, visitamos sonhos florescendo.
Cada um de nós sorria, lembrando que todos podemos nos dar nascimentos mais elevados.
E assim foi nossa tarde com Rinpoche no Jardim Castelo.
Dias inesquecíveis para todos na presença do Rinpoche, do Lama Samten e das relíquias dos Budas.
Dias de muitas bênçãos.
Que os méritos se expandam e toquem a todos.

2008 começa com fantoches no Castelinho
Postado em 07/01/08 por Thareja Fernandes
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A arte-educadora paraense, radicada no Rio de Janeiro, Leila Carvalho, fez uma apresentação de teatro de fantoches para as crianças da comunidade do Jardim Castelo, ou Castelinho, em Viamão, RS, na tarde do dia 2 de janeiro. Mais de 25 crianças acompanharam atentamente a história contada pelo Mago Zepellin, o boneco. No fim do espetáculo, todos receberam abraços do mago com um grande sorriso nos lábios. O ano novo começou bem.

Projeto NASCEM - Dia do Tem movimenta Jardim Castelo
Postado em 05/12/07 por Thareja Fernandes

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O Dia da Ação Solidária pela Paz, ou Dia do Tem, como também foi chamado, aconteceu no domingo passado, dia 2, no Jardim Castelo, município de Viamão, RS. Com o objetivo de mostrar o potencial solidário da comunidade, o evento foi organizado pela Associação Comunitária e Habitacional dos Moradores do Jardim Castelo (Achamojc), em parceria com o Núcleo Assistencial, Social e Educacional Caminho do Meio (Nascem). “Tudo que a gente vê por aí é sem: sem-teto, sem-terra, sem-comida... Resolvemos fazer diferente e criar o dia do Tem, em que cada um mostra o que tem para oferecer”, explicou Maria Angélica Botelho, uma das organizadoras do evento.
Cerca de trezentas pessoas passaram pela área externa da associação de moradores, onde foram montadas as tendas do Nascem, da Achamojc, do Ministério do Trabalho, da escola de cabeleireiros, do bazar e de prevenção em saúde, enfermagem e nutrição. No espaço destinado ao Nascem, que é presidido por Dionísia Machado, estavam expostos os artesanatos feitos pelas mulheres da comunidade e caminhões e aviões de madeira confeccionados pelas crianças da oficina de marcenaria.
A escola de cabeleireiro disponibilizou três alunos para cortar o cabelo dos visitantes e na tenda do Ministério foi possível tirar carteiras de trabalho. Na barraca reservada à enfermagem, podia-se verificar a pressão sanguínea e receber camisinhas, termômetros e orientação sobre Doenças Sexualmente Transmitidas (DST). A nutricionista Rosaura Beck conversou com crianças e adultos sobre aproveitamento de alimentos e educação nutricional. 
A abertura do Dia do Tem aconteceu às 10:45h com o agradecimento do presidente da Achamojc, Danilo Botelho, à comissão organizadora do evento. “O importante é ter amor, alegria e paz. O resto, a gente vai levando”, disse ele. Em seguida, houve um culto ecumênico que contou com uma oração do pastor Rafael, da Igreja Congregacional, e uma meditação conduzida pelo lama Padma Samten. “É motivo de festa ver o povo do Castelinho reunido”, disse o pastor, que pediu a benção de Deus para todos os presentes.
Antes de conduzir a meditação do amor universal, o lama Samten explicou que “esta prática foi ensinada pelo Buda e tem por objetivo fazer tudo melhorar”. Ele continuou: “os grandes mestres dizem que nossa natureza é a liberdade e é a partir desta liberdade que podemos praticar ações positivas ou negativas. Podemos escolher”.
A meditação deu lugar às apresentações artísticas. O coral da Igreja Congregacional, composto por 14 crianças e coordenado por Elisangela Siqueira, de 27 anos, se apresentou, cantando duas músicas. O grupo budista Mandala do Lótus, composto por Jorge Medeiros no violão, Alessandra Pizzigatti no contrabaixo e Taís Fonseca na percussão, tocou dois mantras - “Chamando os lamas” e “Gate-Gate” - e também apresentou um coral infantil com crianças da comunidade. As crianças também foram contempladas com momentos de lazer: brincaram com pernas de pau, desenharam, dançaram e ouviram histórias.


Projeto NASCEM - Acupuntura no Castelinho
Postado em 27/09/07 por José Ricardo

Através da amizade do Cebb com a Escola Neijing de Acupuntura de Porto Alegre, O Nascem iniciou nesta quarta-feira o trabalho de acupuntura no bairro Jardim Castelo.
A acupuntura vem a somar com o oferecimento de alimentos as crianças, a música, alfabetização de adultos, oficinas de marcenaria, teatro, bordado, eventos que estão ocorrendo a partir dos sonhos da própria comunidade.
Na foto (abaixo) estavam presentes além dos conhecidos, da esquerda para a direita: O presidente do bairro, Danilo, de barba o Marcelo Paiva, responsável pela escola Neijing Porto Alegre e a direita a Dionísia Oliveira.

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Vídeo sobre a história das Augustas
Postado em 28/04/07 por Raquel Rech

Após as entrevistas de memória oral, o Projeto Histórias e Sonhos entra na fase de “audição de grupo”, através da edição de um vídeo com fragmentos da história  da comunidade.
A aspiração é a de proporcionar um nascimento positivo, tanto para as pessoas que participaram das gravações quanto para aquelas que estarão assistindo, através da noção de “pertencimento”, que pretende gerar um alegre olhar da comunidade sobre si mesma, incentivando a responsabilidade em prol de ações positivas conjuntas.
O breve “filme”,  que será editado por Antônio Ferreira, morador da Augusta Marina há mais de 20 anos, deverá ser “exibido” no mês de julho.
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